terça-feira, 15 de novembro de 2016




"Brazilian Legal Culture: From the Tradition of Exception to the Promise of Emancipation"

Olha aí o link para leitura gratuita desse artigo pago:

http://rdcu.be/mE65

Para continuar no espírito:

http://emporiododireito.com.br/ocupar-a-democracia-preocupar-os-poderes/

e

http://emporiododireito.com.br/ocupacoes-estudantis-desobediencia-civil-e-interpretacao-da-constituicao/



quinta-feira, 5 de maio de 2016

PRODUÇÕES ACADÊMICAS DE 2014 A MAIO DE 2016:


Livros individuais:

1)            MATOS, A. S. M. C.. Filosofía radical y utopía: inapropiabilidad, an-arquía, a-nomia. 1. ed. Bogotá: Siglo del Hombre Editores, 2015. v. 1. 216p .
http://libreriasiglo.com/filosofia/23728-filosofia-radical-y-utopia-inapropiabilidad-an-arquia-a-nomia.html#.VytW9oQrLIU

2)            MATOS, A. S. M. C.. Filosofia radical e utopias da inapropriabilidade: uma aposta an-árquica na multidão. 1. ed. Belo Horizonte: Fino Traço, 2015. 200p . http://www.finotracoeditora.com.br/livros/M48236/9788580542776/filosofia-radical-e-utopias-da-inapropriabilidade-uma-aposta-an-arquica-na-multidao.html

3)            MATOS, A. S. M. C.. O grande sistema do mundo: do pensamento grego originário à mecânica quântica - 2. ed.. 2. ed. Belo Horizonte: Fino Traço, 2014. v. 1. 136p . http://www.finotracoeditora.com.br/livros/M44452/9788580542059/o-grande-sistema-do-mundo-do-pensamento-grego-originario-a-mecanica-quantica.html


Livros coletivos organizados:

1) MATOS, A. S. M. C.
. Copa do Mundo e estado de exceção: desvio autoritário e resistências populares na pátria das chuteiras. 1. ed. Belo Horizonte: Initia Via, 2016. v. 1. 495p .
https://www.amazon.com/Copa-Mundo-Estado-Exce%C3%A7%C3%A3o-resist%C3%AAncias-ebook/dp/B01CTFBB42?ie=UTF8&keywords=andityas&qid=1462458561&ref_=sr_1_1&sr=8-1

2) MATOS, A. S. M. C.; HERRERA, C. M. (Org.) ; BUENO, R. P. (Org.) . Democracy, justice and exception: the Kelsen-Schmitt debate reloaded in the XXI century. 1. ed. Belo Horizonte: Initia Via, 2015. v. 1. 230p .
http://www.initiavia.com/democracy-justice-and-exception/?rq=democracy%20justice

Capítulos de livro:

1) MATOS, A. S. M. C.
. Copa do Mundo e estado de exceção: uma leitura a partir de um paradigma da normalidade. In: Andityas Soares de Moura Costa Matos. (Org.). Copa do Mundo e estado de exceção: desvio autoritário e resistências populares na pátria das chuteiras. 1ed.Belo Horizonte: Initia Via, 2016, v. 1, p. 31-52.
https://www.amazon.com/Copa-Mundo-Estado-Exce%C3%A7%C3%A3o-resist%C3%AAncias-ebook/dp/B01CTFBB42?ie=UTF8&keywords=andityas&qid=1462458561&ref_=sr_1_1&sr=8-1

2) MATOS, A. S. M. C.. A norma fundamental como instância de auto-esclarecimento da prática jurídica. In: Dimitri Dimoulis. (Org.). A relevância prática da teoria do direito. 1ed.Belo Horizonte: Arraes, 2016, v. , p. 133-160.
http://www.arraeseditores.com.br/a-relevancia-pratica-da-teoria-do-direito.html

3) MATOS, A. S. M. C.. Against plutonomy: towards a coming law. In: Nochta Tibor; Monori Gábor. (Org.). Ius est ars: Ünnepi tanulmányok Visegrády Antal professzor 65. születésnapja tiszteletére. 1ed.Pécs: Pécsi Tudományegyetem Állam- és Jogtudományi Kar, 2015, v. , p. 307-328.
http://real.mtak.hu/28046/1/visegr%C3%A1dy0001.PDF

4)            MATOS, A. S. M. C.. Hans Kelsen and the reductio ad Hitlerum: reflections on the incompatibility between legal positivism and political totalitarianism. In: Andityas Soares de Moura Costa Matos; Carlos Miguel Herrera; Roberto Pinto Bueno. (Org.). Democracy, justice and exception: the Kelsen-Schmitt debate reloaded in the XXI century. 1ed.Belo Horizonte: Initia Via, 2015, v. , p. 93-363.
http://www.initiavia.com/democracy-justice-and-exception/?rq=democracy%20justice

5)            MATOS, A. S. M. C.. Exception of the exception: Carl Schmitt and the limits of law. In: Andityas Soares de Moura Costa Matos; Carlos Miguel Herrera; Roberto Pinto Bueno. (Org.). Democracy, justice and exception: the Kelsen-Schmitt debate reloaded in the XXI century. 1ed.Belo Horizonte: Initia Via, 2015, v. , p. 2506-2691.
http://www.initiavia.com/democracy-justice-and-exception/?rq=democracy%20justice

6)            MATOS, A. S. M. C.. Luchas en red y revoluciones críticas. Algo de Marx en el pensamiento posmoderno. In: José Manuel Bermudo. (Org.). El marxismo en la postmodernidad. 1ed.Barcelona: Horsori, 2015, v. , p. 69-88.
https://es.pinterest.com/pin/384283780685196905/?from_navigate=true

7)            MATOS, A. S. M. C.. Apocalipsis, desesperación y control: el combate político entre la ley de excepción y la excepción de la ley. In: José Manuel Bermudo Ávila. (Org.). Figuras de la dominación. 1ed.Barcelona (Espanha): Horsori, 2014, v. 1, p. 147-157.
http://tienda.horsori.net/cuadernos-para-el-analisis-quaderns-per-a-l-analisi/347-ca-39-figuras-de-la-dominacion-9788415212225.html

8)            MATOS, A. S. M. C.. Más allá de los dogmas de lo estado democrático de derecho: an-arquia, a-nomia. In: Yanko Moyano Díaz; Saulo de Oliveira Pinto Coelho; Gonçal Mayos Solsona. (Org.). Postdisciplinariedad y desarollo humano: entre pensamento y política. 1ed.Barcelona (Espanha): Linkgua, 2014, v. 1, p. 145-162.
http://www.amazon.com/Postdisciplinariedad-Desarrollo-pensamiento-pol%C3%ADtica-linkgua-digital/dp/8490076901?ie=UTF8&keywords=Postdisciplinariedad%20y%20desarollo%20humano%3A&qid=1462458705&ref_=sr_1_fkmr0_1&sr=8-1-fkmr0

9)            MATOS, A. S. M. C.; MILAO, D. A. P. . Quem deve ser o guardião da decisão? Um diálogo entre as teorias da interpretação de Hans Kelsen e Carl Schmitt. In: Cristina Godoy Bernardo de Oliveira; Sergio Nojiri. (Org.). Ética nas relações jurisdicionais. 1ed.Ribeirão Preto: IELD, 2014, v. , p. 39-74.
https://uspdigital.usp.br/tycho/ProducaoAcademicaIntelectualPessoaProducao?codigoPublico=B7A6FE38A40B&nivelFiltroProducao=1&anoProducao=2014&nomePessoa=S%E9rgio%20Nojiri&nivelProducaoClicado=1

Artigos publicados em periódicos:

1)            Matos, Andityas Soares de Moura Costa; FREITAS, LORENA MARTONI . DA CRIMINOLOGIA À BIOPOLÍTICA: O campo e a vida nua como paradigmas do sistema prisional. Quaestio Iuris (Impresso), v. 9, p. 100-121, 2016.
http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/quaestioiuris/article/view/18602/15777

2)            Matos, Andityas Soares de Moura Costa; RAMOS, MARCELO MACIEL . Brazilian Legal Culture: From the Tradition of Exception to the Promise of Emancipation. International Journal for the Semiotics of Law, v. 28, p. 1-28, 2015.
http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/quaestioiuris/article/view/18163/15791

3)            MATOS, A. S. M. C.. Teses para Ravachol - tempo suspenso, exceção e espetáculo. Lugar Comum (UFRJ), v. 2, p. 151-160, 2015.
http://uninomade.net/wp-content/files_mf/145097708300Teses%20para%20Ravachol%20-%20tempo%20suspenso,%20exce%C3%A7%C3%A3o%20e%20espet%C3%A1culo%20-%20Andityas%20Soares.pdf

4)            MATOS, A. S. M. C.. Hans Kelsen, estado de exceção e Copa do Mundo no Brasil. Cuadernos Electrónicos de Filosofía del Derecho, v. 29, p. 1-23, 2014.
https://ojs.uv.es/index.php/CEFD/article/view/3835
5)            MATOS, ANDITYAS. A multidão contra o Estado: rumo a uma comunidade inapropriável. Revista Brasileira de Estudos Políticos, v. 108, p. 145-184, 2014. http://www.pos.direito.ufmg.br/rbep/index.php/rbep/article/viewFile/P.0034-7191.2014v108p145/269

6)            Matos, Andityas Soares de Moura Costa. A Copa da exceção no tribunal da Teoria Pura do Direito / The World Cup of exception in the tribunal of the Pure Theory of Law. Revista Direito e Práxis, v. 5, p. 49-75, 2014.
http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistaceaju/article/viewFile/7970/9245

7)            Matos, Andityas Soares de Moura Costa. -UM GOVERNO REVOLUCIONÁRIO POSSUI OS PODERES QUE QUER POSSUIR-: A TEORIA PURA DO DIREITO ENQUANTO TEORIA DA VIOLÊNCIA DIANTE DA ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE BRASILEIRA DE 1933/34 - DOI: 10.12818/P.0304-2340.2014V64P49. Revista da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (Impresso), v. 1, p. 49-75, 2014.
http://www.direito.ufmg.br/revista/index.php/revista/article/view/P.0304-2340.2014v64p49

8)            MATOS, A. S. M. C.. Tribute to Enmity. Between Community and Plutonomy. DEMOCRAZIA E DIRITTO, p. 110-136, 2014.
http://www.francoangeli.it/Riviste/Scheda_Rivista.aspx?IDArticolo=52272&Tipo=Articolo%20PDF&idRivista=116

9)            MATOS, A. S. M. C.; SOUZA, Joyce K. S. . Entre consciência individual e autoridade estatal: breves reflexões sobre a desobediência civil no estado democrático de direito. Revista da Faculdade de Direito da UFG, v. 38, p. 149-176, 2014.
https://revistas.ufg.emnuvens.com.br/revfd/article/view/16280

10)          MATOS, A. S. M. C.; CHAVES, S. G. . A educação como direito fundamental: o direito de acesso igualitário ao ensino superior, as ações afirmativas e a crise nos cursos de Direito. Revista da Faculdade de Direito da UFG, v. 38, p. 142-174, 2014.
https://revistas.ufg.emnuvens.com.br/revfd/article/view/16338

Trabalhos completos publicados em anais de Congressos:


1) MATOS, A. S. M. C.
; SILVA, J. P. . Biopoder e biopolítica na era do Império: trabalho, multidão e corpos sem orgão (CsO). In: V Colóquio Latino-Americano de Biopolítica, III Colóquio Internacional de Biopolítica e Educação e XVII Simpósio Internacional IHU, 2016, São Leopoldo. Saberes e práticas na constituição dos sujeitos na contemporaneidade. São Leopoldo: Casa Leiria, 2016. v. 1. p. 329-340.

2) MATOS, A. S. M. C.; NASCIMENTO, Pedro Savaget . The rescripts of Emperor Marcus Aurelius on Family Law and the Law of Liberty. In: Athens Institute for Education and Research Conference, 2015, Atenas. ATINER'S Conference Paper Series. Atenas: Athens Institute for Education and Research, 2014. p. 1-14. http://www.atiner.gr/papers/PHI2014-1393.pdf

3) MATOS, A. S. M. C.; SOUZA, Joyce K. S. . Contracultura e democracia radical: Copa do Mundo, exceção e resistência na pátria das chuteiras. In: Colóquio Internacional Epistemologias do Sul: aprendizagens globais Sul-Sul, Sul-Norte e Norte-Sul, 2015, Coimbra. Democratizar a democracia. Coimbra: Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, 2015. v. 1. p. 199-209.
http://alice.ces.uc.pt/coloquio_alice/wp-content/uploads/2015/08/Livro_DD.pdf

4)            MATOS, A. S. M. C.; SOUZA, Joyce K. S. . Assembleias populares e participação política no Brasil: a experiência da Assembleia Popular Horizontal de Belo Horizonte. In: Colóquio Internacional Epistemologias do Sul: aprendizagens globais Sul-Sul, Sul-Norte e Norte-Sul, 2015, Coimbra. Democratizar a democracia. Coimbra: Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, 2014. v. 1. p. 211-219.
http://alice.ces.uc.pt/coloquio_alice/wp-content/uploads/2015/08/Livro_DD.pdf

5)            MATOS, A. S. M. C.; MATIAS, Pryscilla Gomes . A revolução sem violência: a desobediência civil e outras formas pacíficas de contestação da legitimidade estatal. In: VII Coloquio Internacional ?Teoría Crítica y Marxismo Occidental? Marxismo y Violencia, 2015, Buenos Aires. VII Coloquio Internacional ?Teoría Crítica y Marxismo Occidental? Marxismo y violencia. Buenos Aires: Revista Herramienta, 2014.

http://www.herramienta.com.ar/coloquios-y-seminarios/revolucao-sem-violencia-desobediencia-civil-e-outras-formas-pacificas-de-cont

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

CHAMADA DE COMUNICAÇÕES PARA O SEMINÁRIO NACIONAL

COPA DA EXCEÇÃO: DESVIO AUTORITÁRIO E RESISTÊNCIAS POPULARES NA PÁTRIA DAS CHUTEIRAS




O Grupo de Pesquisa “O Estado de Exceção no Brasil Contemporâneo” da Faculdade de Direito da UFMG e o Centro Acadêmico Afonso Pena da Faculdade de Direito da UFMG, responsáveis pela organização do Seminário Copa da Exceção: Desvio Autoritário e Resistências Populares na Pátria das Chuteiras, fazem saber a toda comunidade acadêmica que se encontra aberto o prazo para envio de propostas de comunicações a serem apresentadas no referido evento, respeitadas as seguintes regras e prazos:

1. Serão aceitas propostas de comunicações de alunos de Graduação e Pós-Graduação, Professores e Pesquisadores de todas as áreas do saber que se relacionem criticamente a aspectos jurídicos, políticos, históricos e sociais da Copa do Mundo de 2014.

2. As propostas devem apresentar conteúdo reflexivo e se relacionar a temas como:
- Copa do Mundo e estado de exceção;
- A Copa do mundo e o direito brasileiro;
- Copa do Mundo e mídia;
- Copa do Mundo e resistências populares;
- Copa do Mundo e movimentos sociais;
- História político-jurídica comparada das Copas do Mundo;
- Copa do mundo e autoritarismo político;
- Copa do mundo, cidade e mobilidade urbana; e
- Copa do Mundo e segurança pública.

3. As propostas devem ser enviadas para o e-mail copadaexcecao@gmail.com sob a forma de arquivo anexo do word, contendo nome e breve currículo do proponente, título da proposta, resumo de até 500 palavras e até cinco palavras-chave. Formatação: fonte Times New Roman 12 e espaçamento 1,5.  

4. O prazo para envio se encerra em 25 de abril de 2014.

5. Em 30 de abril de 2014 a Comissão Científica divulgará por e-mail e no blog do evento os nomes dos trabalhos selecionados, bem como os dias em que serão apresentados no Seminário (13, 14 ou 15 de maio de 2014, em Belo Horizonte, MG, Brasil).

6. Os autores dos trabalhos selecionados deverão pagar a taxa no dia da apresentação, segundo a seguinte tabela:
Estudantes de Graduação - R$ 40,00
Estudantes de Pós-Graduação - R$ 50,00
Profissionais -R$ 60,00

7. Todos os autores de trabalhos selecionados e efetivamente apresentados receberão certificados.

8. Os trabalhos apresentados serão publicados nos Anais do Seminário. Os autores interessados em fazê-lo deverão enviar os textos completos à Comissão Científica até 31 de agosto de 2014, sob a forma de artigo científico de até 15 páginas, com fonte Times New Roman 12, espaçamento 1,5, padrão de citação autor-data.

9. Quaisquer dúvidas serão sanadas mediante envio de email para copadaexcecao@gmail.com

Belo Horizonte, 27 de janeiro de 2014.

Professor Doutor Andityas Soares de Moura Costa Matos
Coordenador do Grupo de Pesquisa
“O Estado de Exceção no Brasil Contemporâneo”  

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

ARTIGOS E LIVROS DE FILOSOFIA DO DIREITO, ALGUMA POESIA

Abaixo estão os links para todos meus artigos acadêmicos e livros gratuitos, disponíveis na internet. Há também alguns links para uma pequena parte da minha produção literária.


ARTIGOS SOBRE HANS KELSEN, CARL SCHMITT
E POSITIVISMO JURÍDICO

Estado, direito e justiça na obra de Thomas Hobbes

Decisionismo e hermenêutica negativa: Carl Schmitt, Hans Kelsen e a afirmação do poder no ato interpretativo do direito (em coautoria com Diego Antonio Perini Milão)

Seria a missão da previdência social garantir a felicidade do homem? Breve análise jusfilosófica do problema por meio da doutrina relativista da justiça de Hans Kelsen

Estado de exceção e ideologia juspositivista: do culto do absoluto ao formalismo como garantia do relativismo ético

A norma fundamental de Hans Kelsen como postulado científico

Da possibilidade de uma teoria pura da ciência da informação: reflexões iniciais entre a ciência da informação e a ciência do direito (em coautoria com Max Cirino de Mattos)

Um conflito de conhecimento: indivíduo, inimizade e força no pensamento jurídico-político de Hans Kelsen e Carl Schmitt (em coautoria com Diego Antonio Perini Milão)

Hans Kelsen e o conflito entre política e fé


ARTIGOS SOBRE PODER, VIOLÊNCIA E DISTOPIA

A desobediência civil e os movimentos populares egípcios do século XXI (em coautoria com Joyce Karine de Sá Souza)

Direito, política e símbolo: elementos para uma crítica do Direito Público contemporâneo


Direito, técnica e distopia: uma leitura crítica

NOMOS PANTOKRATOR: apocalipse, exceção, violência


ARTIGOS SOBRE TEMAS DE FILOSOFIA GREGA

Do radicalismo igualitário grego ao universalismo conservador romano: a construção da ideia de república no estoicismo

A Phýsis como fundamento do sistema filosófico estoico 

A inserção do estoicismo no Direito Romano Clássico: os rescritos do Imperador Marco Aurélio sobre direito de família e direito à liberdade (em coautoria com Pedro Savaget Nascimento)

Saúde mental e equilíbrio da alma na doutrina ética do estoicismo

O Pórtico e o Fórum: diálogos e confluências entre o estoicismo e o Direito Romano Clássico

É o mesmo o ser e o pensar: notas sobre realidade e linguagem no pensamento grego originário


LIVROS GRATUITOS

Estoicismo imperial como momento da idéia de justiça: universalismo, liberdade e igualdade no discurso da Stoá em Roma

A concepção de justiça de Hans Kelsen em face do positivismo relativista e do jusnaturalismo absolutista


Estado de exceção e biopolítica (livro coletivo coorganizado com Renato César Cardoso)


POESIA E TEMAS VARIADOS

Homenagem a Eugénio de Andrade, morto

Link para livros de poemas on line (Lentus in Umbra e OS enCANTOS)

Poemas na Revista das Letras da Galiza (Espanha)

Poema: Língua de Fogo do Não

Conto: O Nome

Tradução de cinco poemas da França renascentista

Abandonado pelo universo (resenha sobre a Correspondência Completa de Jean-Arthur Rimbaud)

Os inimigos invisíveis: entrevista com Juan Gelman (em coautoria com Leonardo Gonçalves)

Al-Andaluz e a poesia de Juan Gelman em tradução (vídeo do youtube)

Um homem em estado de alerta: resenha de Walden de Henry David Thoreau

Star Wars e a minha Faculdade de Direito

Entrevista de Andityas Soares de Moura Costa Matos para a Revista do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais

Para compreender a Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen

A opção pelo curso de Graduação em Direito




sexta-feira, 21 de junho de 2013



MEU MANIFESTO

            Ocupem. Ocupem tudo e ocupem agora. Sem líderes, sem partidos. Porque tudo isso que exigem de vocês é farsa, é amargo e infrutífero. Quando pedirem propostas, objetivos e programas, lancem de novo esse grande NÃO que inundou as ruas. Se mentirem, mantenham a verdade mais clara: não seremos escravos para sempre. Se eles querem que vocês sejam pacíficos e tributáveis, comedidos, bons cidadãos, que eles abram mão primeiro dos cassetetes. Porque cada soldado deveria estar do outro lado da barricada, e não defendendo banqueiros, políticos e patifes. Esta cidade que vocês sustentam não pertence a ninguém, mas a todos. Suas ruas são artérias que crescem numa única pulsação: Amazonas, Praça Sete, Afonso Pena, Assembleia, Praça da Liberdade. Pra onde corre esse rio? Quem são esses sete? Talvez os sete samurais... E o tal Affonso Penna, distante jurista de belos bigodes... Assembleia de quem, pra quem? Mas LIBERDADE não há quem não entenda: é o que faz dois e dois serem quatro.
            E eu que pensei que não veria uma revolução... eu que só ensino como foram as revoluções, porque aconteceram as revoluções, porque falharam as revoluções... Eu quero agora testemunhar: sim, eu vi. Eu vi durante quatro noites a minha cidade intransitável, vi pessoas que urravam e eram perigosas. E tive medo delas. Mas as amei. E talvez morresse com elas. Essas perigosíssimas pessoas que não queriam meu dinheiro, não queriam minha mulher, não queriam minha alma. Tesas e alertas, como anjos de Deus na Praça Sete de Belo Horizonte, elas apanhavam e se levantavam de novo. E RUGIAM. Sentiam que nada vale a pena neste mundo se não envolver terror e virtude.
            Acabo de ler agora que alguém em algum absurdo gabinete resolveu abaixar o preço das passagens de ônibus. Cinco centavos a menos. Ou dez. Ou quinze. É incrível como o poder pode ser ridículo. Porque os que estão aí arriscando o pescoço não lutam para que seja mais barata a cotidiana entrega ao trabalho. É outra coisa: os brasileiros estão cansados. PROFUNDAMENTE cansados de serem palhaços. Eles sentem que chegou a hora de se divertirem.
            “Se tudo voltasse a ser como antes”, pensam, saudosos, os nossos políticos. Eles esperam, ansiosos, que vocês votem. Que celebrem o “milagre da democracia”, o que neste nosso Brasil significa: ser currado de quatro em quatro anos. Sim, eles querem que vocês se comportem, sejam bom meninos. Mas ninguém previu a explosão na avenida, o grito, a quantidade, a verdade: NÃO TEMOS MEDO. Ó meus irmãos, nestas horas tão fundas e tão mágicas em que ouço os sons da doce baderna, peço ao Deus Escondido que nos dê mais quarenta dias de congestionamentos, mas quarenta dias de polícia nas ruas em dúvida entre bater e apoiar, mais quarenta dias de cusparada na cara daqueles que se dizem representantes do povo. Mais quarenta dias e uma bela greve geral revolucionária no meio disso tudo. Aliás, se perguntarem o que vem em seguida, digam (pra meter medo): GREVE GERAL. Greve total. G R E V E: só essa palavra já vai deixar os Tribunais incomodados, com terríveis úlceras naqueles velhos estômagos acostumados a digerir as estranhas entranhas da sociedade que, confiando na lei, construímos cegos e mudos. Alguém ainda se lembra que GREVE significa não fazer nada? Ficar à-toa, ir pra Praça Sete, pra Praça da Liberdade, deixar o patrão esperando, fincar pé na última dignidade que te resta, responder EU PREFERIRIA NÃO!
            Eu sou apenas um professor de Filosofia do Direito que ficou cinquenta e dois minutos parado no trânsito (no mesmíssimo lugar) graças à manifestação de vocês. O mais engraçado é que eu estava indo à Faculdade de Direito da UFMG para dar uma aula sobre “estado de exceção”. Mas lá dentro do carro senti que eu e meus alunos éramos a exceção num universo de gente mal-tratada, explorada, enganada. E cada segundo daqueles cinquenta e dois minutos valeu como se fosse o canto que ouvi quando, finalmente, cheguei à sala de aula. Era uma música tão simples, tão boba, tão... fora de moda. Da janela eu escutava: O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO. Experimentei um pouco de vergonha, um pouco de orgulho. Às vezes eu queria estar com vocês apanhando e batendo, lá no coração das coisas.
            Ó meus irmãos, pela PRIMEIRA VEZ em 34 anos eu tenho orgulho de ser brasileiro.